JORNALISTA DA RECORD GOIÁS DIZ QUE FOI VÍTIMA DE MACHISMO E EMISSORA NEGA.

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Reprodução da Internet - Jornalista Mariana Martins.

Mariana Martins, ex-jornalista da Record Goiás, usou a conta oficial dela no Instagram, nesta terça-feira (25/5), para denunciar que foi vítima de machismo ao ser demitida da emissora. A assessoria de imprensa do veículo não entrou em detalhes sobre a acusação da jornalista mas afirmou que Mariana foi demitida por questões profissionais e não houve intervenção machista.


Mariana Martins, ex-jornalista da Record TV de Goiás, usou a conta oficial dela no Instagram, nesta terça-feira (25/5), para denunciar que foi vítima de machismo ao ser demitida do canal.


Procurada pela coluna do Leo Dias, a assessoria de imprensa da Record não entrou em detalhes sobre as acusações, mas afirmou que Mariana foi demitida por questões profissionais.
Antes de entrar para o time da Record Goiás, em 2019, Martins deixou a TV Anhanguera, afiliada da Globo, onde apresentava o “Bom Dia Goiás”.


“De um tempo pra cá, eu passei a viver vários momentos de constrangimento. O último deles aconteceu no dia 4 de maio, em uma reunião com vários profissionais, onde me disseram que a emissora havia perdido o público C. O público C é o público alvo da Record TV. Me disseram que eu teria de me virar. Colocaram nesta reunião várias fotos minhas, das redes sociais, para todos verem. Mostraram fotos minhas de biquíni, fotos de viagens, e disseram que eu deveria mudar o meu perfil.

Eu ouvi o seguinte: “você tem que mudar o seu perfil, a foto está muito bonita”, disse ela.


Ainda segundo o colunista, Mariana, por diversas vezes, foi obrigada a escutar de colegas que a sua atuação enquanto profissional seria muito sensual. “O que fideliza o público é o jornalismo imparcial. Nós deveríamos estar aqui [nas redes sociais] discutindo o que tem conteúdo. O que eu estou falando agora, eu tenho como provar. Gravei esse vídeo para as mulheres entenderem que o que nós vestimos não nos define. Tenho anos de jornalismo e sempre olho as pessoas nos olhos para fazer reportagem. Ouvir que eu tenho de passar uma imagem mais séria, não cabe. Não é porque eu postei uma foto de biquíni, que eu sou menos jornalista”, disse.


“Se a minha matéria, se a minha reportagem é bem feita, basta. A gente não deve se calar por pressão psicológica, pressão por audiência, e ouvir o que a mulher deve ser menos do que o próximo. A gente não pode se calar diante disso. Agradeço a todos os que me acompanharam até aqui. No meu contrato, não está escrito que eles [a Record TV] poderiam julgar as minhas redes sociais. A emissora deve ser imparcial e sem amarras políticas. Agora parece que a cidade mudou e melhorou, né? Eu vou falar para vocês [seguidores dela], o que eu falei para eles: ‘Não é esse preconceito e esse machismo que vai destruir o que eu construí até aqui. Deus sabe de tudo’”, finalizou a jornalista. enquanto chorava.

 

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