MPF entende que Ana Paula Valadão deve ser responsabilizada por discurso homofóbico

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Foto: Reprodução da internet


Depois do Pastor José Olímpio ter desejado o mal de Paulo Gustavo devida e sua opção sexual, e ser processado por ativistas da comunidade LGBTQI+, o caso da cantora Ana Paula Valadão também veio à tona!

A cantora gospel foi denunciada ao Ministério Público Federal por homofobia em 2020. As declarações homofóbicas aconteceram em 2016, durante o Congresso Diante do Trono, mas só viralizaram neste ano. A denúncia foi feita pelo ativista LGBTI+ Agripino Magalhães, e aceita dia 17 de novembro de 2020 pelo procurador Helder Magno da Silva.

Segundo a coluna do Leo Dias, durante o processo, o Ministério Público Federal entendeu que a fala da pastora influenciou um número indeterminado de pessoas pelo conteúdo, especialmente com a repercussão gerada pelo compartilhamento nas redes sociais.

Questionada pelo MPF, a cantora alegou que a fala encontrava-se amparada no exercício da liberdade religiosa e que foi mal interpretada. Afirmou haver, ainda, um contexto religioso: durante um culto para público determinado, e a transmissão se deu por um canal igualmente para uma audiência de fiéis.

Mas, para o MPF, tanto a pastora quanto a emissora devem ser responsabilizados: a primeira, pelo discurso preconceituoso; a segunda, por ter amplificado o alcance da fala preconceituosa.

Ainda segundo a coluna, o Ministério Público assinalou que Ana Paula Valadão extrapolou a liberdade religiosa e pede que seja condenada por danos morais coletivos e ao pagamento de indenização no valor de R$ 200 mil. Os valores devem ser revertidos a entidades representativas de pessoas LGBTQI+ e de pessoas que convivem com o vírus HIV.

O MPF também pede a condenação do Canal 23 (Rede Super de Televisão) ao pagamento de indenização por danos morais coletivos no valor de R$ 2 milhões.


Entenda o caso:

O processo se deu por uma fala da pastora em 2016, durante a transmissão do congresso “Na Terra como no Céu” pela rede Super de Televisão. Na época, Ana Paula disse: “A Bíblia chama de qualquer opção contrária ao que Deus determinou, de pecado. E o pecado tem uma consequência que é a morte. Taí a aids para mostrar que a união sexual entre dois homens causa uma enfermidade que leva à morte e contamina as mulheres, enfim… Não é o ideal de Deus.”

Como se somente a união sexual entre homens contraísse a Aids, né? Ai ai, é cada uma rs!

 

Curiosidades:

O irmão da pastora também foi acusado de homofobia, mas em outro momento. André Valadão, pastor da Igreja Batista da Lagoinha, publicou um comentário nas redes sociais, em que tem mais de 9 milhões de seguidores e também foi acusado de homofobia.

Na postagem, ele teria dito que igreja não é para homossexuais. “Eles podem ir para um clube gay ou coisa assim. Mas igreja, não dá”.

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