PSICÓLOGA APONTA QUE LUÍSA SONZA PODE TER SEQUELAS PSICOLÓGICAS DOS ATAQUES SOFRIDOS

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Reprodução da Internet - Luísa Sonza.

Após a morte do filho de Whindersson Nunes e Maria Lina, o pequeno João Miguel que nasceu prematuro com apenas 22 semanas, a cantora Luísa Sonza que é ex-esposa do comediante passou a ser atacada por internautas e acusada pela morte do bebê.

Luísa ficou extremamente abalada e chegou a aparecer nos stories chorando e logo depois foi afastada das redes sociais pela sua assessoria.

Mas os ataques à cantora não são de hoje. Luísa desenvolveu depressão por conta da onda de ofensas que vinha recebendo desde que se separou de Whindersson, no ano passado. Os xingamentos, em sua maioria, vêm de pessoas que acreditam piamente que ela tenha traído o ex com seu atual namorado, o cantor Vitão, embora Whindersson já tenha se pronunciado algumas vezes afirmando que o término nada tem a ver com traição.

Uma psicóloga analisou os comportamentos dos internautas e toda a carga descarregada em Luísa e aponta danos a longo prazo ao psicológico da cantora. 

Maria Rafart explica comportamentos em massa que encorajam internautas a promoverem ondas de ataques virtuais.

“A internet é palco de muitos linchamentos virtuais. Um internauta apoia o outro e juntos formam um movimento compacto. Os linchamentos de internet são chamados de ‘cancelamentos’, mas na realidade funcionam como se fossem a mesma massa que Freud estudou, há exatos 100 anos. Em seu texto ‘Psicologia das Massas’, Freud estudou o comportamento humano em grupo. Como nos casos de torcidas em estádios, por exemplo. Chega um momento em que o ‘eu’ de cada pessoa se anula e esta pessoa passa a se comportar como a massa. As quebradeiras nos estádios que o digam. É como se houvesse uma espécie de anulação da própria vontade a serviço de algo bem maior. Alguém que nunca quebraria nada em sua casa de repente está colocando abaixo as grades de proteção do estádio”, explica a especialista, que ainda cita as consequências que os cancelamentos trazem à saúde mental.

“O medo é uma emoção protetiva. E é justo que todos tenhamos medo para nos proteger. Quando o medo é constante, passa a ser um sério elemento estressor. Ele pode causar o que chamamos popularmente de ‘estafa’, ou Síndrome de Burnout, que é uma espécie de curto-circuito emocional. A sensação de fragilidade aumenta perigosamente, a ansiedade pode se tornar generalizada e pode originar ataques de pânico. Numa escalada, a ansiedade pode criar uma pessoa retraída e com várias fobias”.

“O recolhimento de Luísa Sonza e seu afastamento das redes sociais (ela que, como artista, precisa das redes profissionalmente), sinaliza um evento psicológico desta dimensão. Certamente ela será atendida por profissionais da psicologia e da psiquiatria, e poderá reagir. Mesmo assim, podem restar sequelas a serem tratadas a longo prazo, como temor constante da opinião alheia e uma necessidade crescente de aprovação de terceiros”, avalia.

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